domingo, 29 de janeiro de 2012

Você tem uma Alimentação Saudável?

Faça o teste e descubra...


1- Quantas refeições você realiza por dia?
A) 3
B) 4
C) 5
D) 6

2- Com que freqüência você come cereais (arroz, pão, biscoito, farinhas)?    
A) Diariamente
B) 5 a 4 vezes por semana
C) 3 a 2 vezes por semana
D) 1 vez por semana
E) 1 vez no mês
F) Não come

3- Com que freqüência você come legumes, verduras e hortaliças?
A) Diariamente
B) 5 a 4 vezes por semana
C) 3 a 2 vezes por semana
D) 1 vez por semana
E) 1 vez no mês
F) Não come

4- Com que freqüência você come frutas?
A) Diariamente
B) 5 a 4 vezes por semana
C) 3 a 2 vezes por semana
D) 1 vez por semana
E) 1 vez no mês
F) Não come

5- Com que freqüência você come feijão?
A) Diariamente
B) 5 a 4 vezes por semana
C) 3 a 2 vezes por semana
D) 1 vez por semana
E) 1 vez no mês
F) Não come

6- Com que freqüência você come ovos?
A) Diariamente
B) 5 a 4 vezes por semana
C) 3 a 2 vezes por semana
D) 1 vez por semana
E) 1 vez no mês
F) Não come

7- Você consome carne de porco?
A) Sim
B) Não

8- Você consome embutidos e enlatados?
A) Sim
B) Não

9- Com que freqüência você come doces?
A) Diariamente
B) 5 a 4 vezes por semana
C) 3 a 2 vezes por semana
D) 1 vez por semana
E) 1 vez no mês
F) Não come

10- Com que freqüência você come frituras?
A) Diariamente
B) 5 a 4 vezes por semana
C) 3 a 2 vezes por semana
D) 1 vez por semana
E) 1 vez no mês
F) Não come

11- Com que freqüência você toma refrigerantes?
A) Diariamente
B) 5 a 4 vezes por semana
C) 3 a 2 vezes por semana
D) 1 vez por semana
E) 1 vez no mês
F) Não come

12- Você consome suco natural de frutas?
A) Sim
B) Não

Faça a soma dos pontos e descubra o resultado.

1
A) 1 ponto
B) 2 pontos
C) 3 pontos
D) 4 pontos

2, 3, 4 e 5
A) 5 pontos
B) 4 pontos
C) 3 pontos
D) 2 pontos
E) 1 pontos
F) Sem ponto

6
A) 1 ponto
B) 2 pontos
C) 3 pontos
D) 4 pontos
E) 5 pontos
F) Sem ponto

7
A) 1 ponto
B) 4 pontos

8
A) 2 pontos
B) 4 pontos

9,10 e 11
A) Sem ponto
B) 1 ponto
C) 2 pontos
D) 3 pontos
E) 4 pontos
F) 5 pontos

12
A) 4 pontos
B) 2 pontos

Resultado

Acima de 80 – Sua alimentação é excelente.
De 79 a 60 – Sua alimentação é muito boa.
De 59 a 40 – Sua alimentação é boa
De 39 a 20 – Sua alimentação é ruim
Abaixo de 19 – Muito ruim







quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Alimentos e seus benefícios a saúde do coração

Tenho observado um número muito elevado de pacientes atendidos em meu consultório com hipercolesterolemia. Este fato só ressalta a importância de uma alimentação mais saudável e equilibrada associada ao exercício físico.

O colesterol em níveis elevados é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Quanto mais alto o colesterol sanguíneo maior o risco de doenças cardiovasculares.

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morbidade e mortalidade no mundo. Segundo dados do DATASUS (pesquisa do Sistema Único de Saúde Brasileiro) as doenças cardiovasculares lideram o índice de mortalidade no Brasil.

Diante desse fato, resolvi apresentar a vocês alimentos e seus compostos bioativos, que podem auxiliar na redução do colesterol e proporcionar benefícios a saúde do coração.

Alho
Composto ativo: alicina.
Pesquisas recentes comprovam sua atividade hipocolesterolêmica.

Cebola
Composto ativo: quercitina.
A quercitina é um flavonóide. Acredita-se que a ingestão regular de alimentos fonte desse composto auxilie a prevenção das doenças cardiovasculares.

Tomate
Composto ativo: licopeno
O licopeno é um carotenóide e funciona como antioxidante com ação inibitória de radicais livres.

Berinjela
Compostos ativos: cinarina e ácido caféico.
A berinjela tem sido utilizada no combate da hipercolesterolemia.

Uva e vinho tinto
Composto ativo: resveratrol, luteonina, quercetina, procianidinas
Substância encontrada naturalmente nas uvas com ação antioxidante e inibidores da oxidação lipídica.
É possível associar o consumo de vinho com benefícios à saúde, se consumido com moderação e regularmente, junto com as refeições.

Soja
Composto ativo: isoflavonas
Produtos a base de soja se relacionam com a prevenção da aterosclerose, pois têm ação antioxidante sobre as gorduras circulantes no plasma. A presença das fibras solúveis ajuda na redução do colesterol e da LDL; além de diminuir os níveis de TG e elevar o HDL (bom colesterol).

Chá-verde
Compostos ativos: quercetina, caempfenol, miricetina, apigenina, luteolina e catequinas.
Esses compostos presentes no chá verde vão atuar na prevenção de doenças crônico-degenerativas, devido à ação antioxidante que limita a peroxidação lipídica do LDL, reduz os níveis plasmáticos de colesterol e triglicerídeo. Além disso, o chá-verde tem propriedades termogênicas que auxiliam na perda de peso.

Maçã
Compostos ativos: quercetina, cianidina, quercetina.
Esses compostos permitem com que a maçã exerça funções como a redução dos níveis de colesterol, além de ser antioxidante e cardioprotetora.

Peixe
Composto ativo: Ômega-3
Peixes como salmão, atum, arenque, sardinha, cavala e truta se consumidos regularmente reduzem moderadamente os níveis de TG e a pressão arterial.

Aveia
As fibras solúveis, inclusive o B-glicano presente na aveia, possuem propriedades hipocolesterolêmica.

Linhaça
A linhaça oferece benefícios potencias para a saúde cardiovascular, por ser fonte de ômega-3 e de lignanas (fito estrógeno).

Azeite de oliva
O azeite de oliva é rico em componentes fenólicos e ácido oléico que são benéficos ao coração.

Fontes consultadas:
BRAGA, Adriana D’Auria Aparecida; BARLETA, Valéria Calmeto Noronha. Alimento Funcional: Uma abordagem terapêutica das dislipidemias como prevenção da doença aterosclerótica.
BRICARELLO, Liliana Paula. Dieta e doença coronariana: Nutrição nas dislipidemias.


Encerro a postagem com a frase de Hipócrates.
 "Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio"

Até a próxima!


Nutricionista Ana Carolina de França Moraes
CRN 08101354

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Você sabia que a alimentação pode influênciar no genoma humano?

Nutrigenômica é definida como uma ciência que estuda genes específicos e componentes bioativos dos alimentos conjuntamente com suas possíveis interações (LAMPE, 2006), ou seja, o estudo da nutrigenômica determina a influência dos componentes da dieta no genoma humano, tentando relacionar as interações ocorridas com os diversos tipos de fenótipos celulares (MUTCH et al., 2005).

A nutrigenômica surgiu no contexto do pós-genoma humano e é considerada área-chave para a nutrição nesta década. Seu foco de estudo baseia-se na interação gene-nutriente, que pode ocorrer de duas formas: nutrientes e compostos bioativos dos alimentos (CBAs) que influenciam o funcionamento do genoma e variações no genoma que influenciam a forma pela qual o indivíduo responde à dieta (FIALHO, 2008).
O objetivo da nutrigenômica é caracterizar um fenótipo saudável, tornando possível a distinção entre o estado saudável do estado predisposto a adquirir alguma doença, podendo assim intervir com dietas pertinentes ao estado gênico do indivíduo (LAMPE, 2006). Através de dietas personalizadas, com base no genótipo, a ciência visa a promoção da saúde e a redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, o câncer, o diabetes, entre outras (FIALHO, 2008).

Os alimentos são dotados de nutrientes e compostos bioativos que desencadeiam efeitos moleculares, benéficos ou não ao organismo, dependendo de quais genes apresentam sua atividade alterada. Os alimentos funcionais, por exemplo, são conhecidos por gerarem benefícios ao organismo; no entanto, este efeito não é similar em todas as pessoas e sim, dependente das características genéticas individuais: um indivíduo pode ser mais suscetível às propriedades funcionais que outro (GARCIA-CASAL, 2007). Nesse sentido, interesse tem sido atribuído à capacidade que nutrientes e estes compostos têm de alterar a expressão gênica.
Nossa alimentação é composta por inúmeras moléculas químicas nutricionais, sendo cada uma capaz de regular diferentes processos biológicos. Por isso, a nutrição é uma verdadeira ciência integradora que está bem posicionada por meio da ciência da nutrigenômica, que busca explorar todas as variáveis em vez de se manter estagnada em conceitos já aceitos (ZEISEL, 2008).

Atualmente, existe grande expectativa em torno da ciência da nutrigenômica, uma vez que com o sucesso dos objetivos propostos, será possível orientar dietas personalizadas. Desta maneira, cada pessoa receberia uma orientação individualizada, que atenderia às suas variadas necessidades fisiológicas.

Uma intervenção nutricional baseada em conhecimentos específicos, como o requerimento individual de acordo com as características genéticas individuais, pode tanto prevenir como auxiliar no tratamento e cura de doenças. Isto porque já se tem o conhecimento de alguns genes que estão diretamente relacionados com o desenvolvimento de doenças, como diabetes, osteoporose, cardíacas, entre outras. Portanto, dependendo do tipo de alimentação esses genes são expressos de maneiras inadequadas, gerando posteriores riscos à saúde (GARCIA-CASAL, 2007).

A nutrigenômica, portanto, vem sendo cada vez mais discutida. Alguns estudiosos denotam os pontos positivos, enquanto outros, os negativos. Lampe (2006) cita que ainda há pouca tecnologia padronizada para tal análise, além de existirem limitações quanto à distinção do grau de benefício ou malefício ocasionado por meio da dieta. Ainda há outros autores que simplificam a discussão, dizendo que a nutrigenômica não é necessária para as intervenções a fim de minimizar os riscos de doenças e que a melhoria da saúde pública seria mais efetiva se os esforços fossem focados na mudança de comportamento alimentar da população.
Apesar de todos os pós e contras, há expectativas de que em um futuro muito próximo as novas pesquisas forneçam informações suficientes para agregar inovações no ramo de intervenções nutricionais otimizadoras da homeostase metabólica de acordo com constituição genética individual (PALOU, 2007).

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FIALHO, E.; MORENO, F. S.; ONG, T. P. Nutrição no pós-genoma: fundamentos e aplicações de ferramentas ômicas. Revista de Nutrição, Campinas, v. 21, n. 6, p. 757-766, nov./dez. 2008.
GARCIA-CASAL, M. N. La alimentación del futuro: Nuevas tecnologías y su importância en la nutrición de la población, 2, 2007, Caracas: Anales Venezolanos de Nutrición ; 2007. P. 108-114.
LAMPE, J. W. For debate: investment in nutrigenomics will advance the role of nutrition in public health. Cancer Epidemiol. Biomarkers Prev., Washington, v. 15, n. 12, p. 2329-2330, Dec, 2006. Editorial.).
MUTCH, D. M.; WAHLI, W.; WILLIAMSON, G. Nutrigenomics and nutrigenetics: the emerging faces of nutrition. The FASEB Journal, San Francisco, 19, Oct. 2005.
PALOU, A. From nutrigenomics to personalised nutrition. Genes Nutr., Balears, v. 2, p. 05-07, 2007.
ZEISEL, S. H. Nutrigenomics and metabolomics will change clinical nutrition and public health practice: insights from studies on dietary requirements for choline. American Journal of Clinical Nutrition, North Carolina, 18, Jun. 2008.